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domingo, 3 de maio de 2009

Naga - Mulher e serpente.


A Naga é uma entidade da mitologia hindu, principalmente Índia, Paquistão, Indonésia, entre outros países do sul asiático, mistura elementos de mulher e cobra, são semi-divinas com grandes poderes.

Intimamente associada à água e aos rios, é um símbolo poderoso da vida, mas também está relacionada à morte contida no veneno da cobra.

Na mitologia hinduísta do Paquistão e da Índia, as Nagas são uma divina raça de serpentes humanóides, muito importantes em sua religião. Segundo a lenda elas surgiram a partir de cabelos e pelos do corpo de Brahma durante o seu trabalho de criação do mundo. Elas possuem um corpo meio humano e meio serpente, são consideradas as protetores de fontes, poços e rios, trazendo a chuva, e são adoradas como símbolos de fertilidade, especialmente na Índia meridional. Algumas das nagas mais conhecidas são: Ananta (símbolo da eternidade) e Manasa (deusa de fertilidade). O mito das nagas também aparece em outras regiões da Ásia, para os marinheiros malaios, elas são enormes dragões marinhos. Em Java e na Tailândia, a Naga é uma serpente mítica infernal que possui imensa riqueza.


As nagas não possuem pernas e sim uma longa calda de 2m, sobre a qual se arrastam como uma grande cobra. Possuem dois pares de braço e são cobertas de escamas azul escuro. Seus olhos são azul claro, não possuem pelos e suas orelhas são pontiaguda, semelhantes a pequenas asas de morcego.

A Naga está presente em um famoso punhal malaio, o kris, e a figura dela no punhal lhe forneceria poderes transcendentais.

Fabula Indiana:

Uma velha fábula indiana conta que, há milhares de anos, vivia em um templo abandonado uma grande cobra venenosa. Seu nome era Naga. Em geral, Naga tinha bons sentimentos, mas despertava terror nos habitantes da aldeia próxima porque – quando incomodada – atacava as pessoas.

Certo dia, um sábio desconhecido apareceu misteriosamente no local. Sentou-se junto ao templo e chamou Naga para uma conversa. Disse-lhe que a vida é, na verdade, uma grande escola espiritual, e que aprendemos o tempo todo, mesmo quando não temos consciência disso. “Mas o aprendizado é muito mais rápido ― e muito mais difícil ― quando fazemos um esforço consciente por iniciativa própria”, acrescentou.


A consciência de Naga se expandiu. O animal viu a luz da sabedoria, e disse que desejava trilhar o caminho do esforço consciente. O instrutor mencionou então duas condições básicas para esse tipo de aprendizado.



“O primeiro passo é o autocontrole”, disse ele. “O processo sagrado começa à medida que o aprendiz deixa de obedecer aos instintos animais”. E acrescentou, antes de prosseguir viagem: “Ao mesmo tempo, há uma outra condição. É preciso ser fraterno e pacífico em relação a todos os seres”.

Impressionada pela força das palavras do mestre, a cobra Naga deixou de lado as preocupações mundanas. Praticou meditação, aproximou-se da sua alma imortal e experimentou a paz do universo infinito. Ela também tomou uma decisão: “De agora em diante, vou controlar os meus instintos e não morderei mais ninguém”.


A lei da evolução estabelece que todo conhecimento deve ser testado na prática, e o caso de Naga não foi uma exceção. Seu novo comportamento chamou atenção das crianças da aldeia.

Por que razão ela ficava o dia todo imóvel, em jejum, recitando mantras e meditando sob o calor do sol? Quando todos compreenderam que o animal não atacava, começaram os risos, o desprezo e as agressões à base de paus e pedras.

Com o tempo, Naga emagreceu. Adoeceu. Sua pele começou a cair. Mas ela perseverava.

Um ano depois, o animal está sem forças e à beira da morte, quando o mestre desconhecido aparece outra vez e senta-se para conversar. A cobra conta ao sábio tudo o que aconteceu e fala – feliz – da sua lealdade ao caminho espiritual.


Surpreso, o mestre explica que tamanha dor não era necessária: “Amiga, eu disse para você não atacar.

Não disse que não ameaçasse morder. Não disse que não preparasse o bote. Não deixe de impor respeito: não faça mal a ninguém, mas – quando necessário – defenda-se sem violência.”


http://magicbusera.wordpress.com/2009/03/02/fabula-indiana/
http://www.mitomega.com/naga_port.htm

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